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10 SET 2026

Mar agitado e pouca fé

Hoje, 10 de setembro, eu estou no meio de uma tempestade. O mar se levantou contra mim. E eu estou com medo.

Mar agitado e pouca fé

Trilha desta crônica

Hillsong — Oceans (Português)

Hoje, 10 de setembro, eu estou no meio de uma tempestade.

O mar se levantou contra mim.

O vento está forte.

E eu estou com medo.

É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Tanta coisa ruim vindo de tantos lados que, às vezes, eu sinto que estou sendo engolido.

Eu olho ao redor e não vejo saída.

Não sei o que fazer.

Não sei como resolver.

Não sei como esse mar vai se acalmar.

E talvez essa seja a parte mais difícil de admitir: eu sempre acreditei no sobrenatural de Deus, mas nunca precisei viver o sobrenatural como preciso agora.

Eu já ouvi testemunhos.

Já ouvi pessoas contando sobre milagres que pareciam impossíveis.

Já vi histórias de quem chegou diante de um cenário sem saída e depois voltou para contar o que Deus fez.

Eu sempre acreditei.

Mas era o milagre dos outros.

Hoje sou eu dentro da tempestade.

Hoje é o meu vento.

É o meu mar.

É o meu medo de afundar.

E descobri que existe uma diferença enorme entre acreditar que Jesus acalma tempestades e estar no meio de uma, vendo as ondas crescerem, e precisar acreditar que Ele pode acalmar a sua.

Talvez seja por isso que hoje eu me reconheça tanto naquela expressão: homem de pouca fé.

Eu Te conheço, Jesus.

Conheço Tua Palavra.

Sei o que Tu já fizeste.

Mas meu medo também faz barulho.

E tem dias ele está fazendo muito.

Eu queria conseguir dizer que estou tranquilo porque confio em Ti.

Mas não estou.

Estou assustado.

Minha fé está pequena diante do tamanho desse mar.

Por isso minha oração hoje não é bonita.

Porque as minhas possibilidades parecem ter acabado.

Eu sinto que não vou atravessar essa tempestade, mas se eu atravessar, alguma coisa dentro de mim nunca mais será a mesma.

Porque, pela primeira vez, eu não vou conhecer um milagre pela história de outra pessoa.

Eu vou ter visto de perto.

Vou saber como é estar no meio do mar achando que não existe saída e depois olhar para trás e perceber que Deus me trouxe até a margem.

E eu vou contar.

“Eu achava que conhecia o Deus dos milagres porque tinha ouvido falar dEle. Até chegar o dia em que eu precisei encontrá-Lo no meu próprio mar.”

Hoje eu ainda estou na tempestade.

Ainda tenho medo.

Ainda não vejo a saída.

Ainda sou um homem de pouca fé.

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